18/04/2008

Gmailodependência

Padeço de uma doença nova e invulgar que eu própria descobri. Ainda não registei a patente, mas decidi chamar-lhe gmailodependência. Ora, a gmailodependência é uma perturbação do foro psicológico que leva o indivíduo a desenvolver uma obsessão pelo seu gmail. Uma espécie de vício, ainda que não cause suores e espasmos quando o corpo não recebe a dose certa de horas em frente ao gmail.
Chamei-lhe gmailodependência e não simplesmente mailodependência porque o sentimento de falta só se verifica em relação ao gmail. Vejamos: consigo perfeitamente passar um ou dois dias sem abrir o meu e-mail da Hotmail sem que isso me cause qualquer tipo de transtorno; aliás, por vezes até me esqueço da existência dessa caixa de correio electrónico. Contudo, uma hora sem fazer refresh no gmail deixa-me angustiada. A quantidade de mensagens que posso (não) receber numa hora! Mais: sou capaz de dar uma escapadinha à internet e nem sequer verificar como estão as minhas aldeias do travian. Mas o gmail, esse, não posso deixar de espreitar. Eu sei que este comportamento deve parecer estranho àqueles que têm vícios normais e saudáveis – como o vício do travian, por exemplo – mas este tipo de maleitas são mesmo assim. Não as escolhemos, apanham-nos sempre desprevenidos.
Apesar de ser difícil lidar com esta doença, tenho conseguido manter uma vida quase normal. Abrir o gmail de manhã, depois de almoço, ao fim tarde e à noite tem chegado para me manter calma ao longo do dia. Ainda nem foi preciso recorrer a calmantes. De qualquer forma, vou ver se descubro a medicação para me livrar por completo deste vício. É que daqui a uns meses vem o Verão e quero poder estar na praia descansada, sem ver as letras “caixa de entrada” reflectidas no mar.

2 comentários:

João Campos disse...

Confesso que padeço dessa doença há já uns meses...praí desde o tempo d'A CABRA :P

couve-flor. disse...

and that makes three of us!:)