31/03/2008

Ezequias, o macaquinho jornalista


Estava a vaguear pelas memórias guardadas no disco rígido do meu portátil falecido e encontrei algumas fotografias do Ezequias. Para quem não conhece, o Ezequias era o macaco-mascote-companheiro de alguns sócios tolos da Secção de Jornalismo da AAC.
O Ezequias chegou à Sexão nu-como-veio-ao-mundo, mas a nossa alfaiate de serviço fez-lhe um traje académico. O macaquinho nunca mais largou o fato e passou a acompanhar-nos para todo lado. Saía à noite, brincava aos jornalistas com a malta… até tirou fotografias para a plaquete, desfilou no cortejo da Queima e foi ao Chá Dançante. Era um doido!
O Ezequias lembrou-me Coimbra e deixou-me com saudades. Era bom trabalhar (bastante) no meio da (muita) parvoíce. Era bom ter os dias ocupadíssimos mas conseguir arranjar sempre forma de perder (imenso) tempo com palhaçadas. Era bom não ter tempo para dormir. Era bom ir ao Tropical “só para tomar café” e acabar por ficar até ser expulsa, à hora de fechar. Enfim, era bom estar com pessoas que agora praticamente não vejo.
Não queria voltar à mesma vida. Coimbra e a vida de estudante são um período que há muito dei por terminado. Tive a dose certa – se ficasse mais tempo talvez tudo perdesse um pouco do encanto. No entanto, é impossível não ficar nostálgica ao relembrar pequenas coisas – como o macaquinho Ezequias – que tornaram aqueles quatro anos inesquecíveis. Ficam as memórias. E a vida segue dentro de momentos.

2 comentários:

MS disse...

Que fique aqui bem claro que a alfaiate de serviço fui eu!!! :) Gostei tanto de vestir o nosso Ezequias...É um macaco jeitoso, prontos.

Bons tempos, amiga. Tempos de macacadas saudáveis. Agora a macacada é outra...
Beijo grande, adoro-te. A ti, ao Ezequias, e à malta toda que gosta do Ezequias.

MS disse...

Ah, e just for the record, sou eu quem está a segurar na pasta onde o Ezequias está sentado, nessa fotografia. Sou eu lá atrás. Eh Eh!