21/02/2008

Ela há coisas giras I

«Contra as interdições impostas pela Lei do Tabaco, a Associação de Bares da Zona Histórica do Porto desafiou ontem os seus associados a transformar as suas empresas em associações culturais e recreativas sem fins lucrativos como forma de contornar a proibição de fumar. "É como um espaço privado, onde é permitido fumar", sustentou António Fonseca, daquela associação, baseando-se no facto de, dentro das tipificações estabelecidas, a Lei n.º 37/2007 ser omissa relativamente às associações culturais. (…) Para frequentarem os bares e discotecas, os clientes passarão a ter que se registar como sócios. "A maioria das discotecas já trabalha com listas de clientes. Não será muito diferente: o que altera é a figura jurídica do estabelecimento", sublinhou António Fonseca, sustentando que "o cliente pode fazer a inscrição à entrada, pagando uma quota simbólica de um euro".»
(Jornal "Público" de 21/02/2008)

Os portugueses são mesmo muito bons no que toca a contornar a legislação. Pelo menos não podem ser acusados de falta de vontade ou de imaginação. Parece-me uma boa ideia, é uma forma de reforçar os laços entre os frequentadores da noite e de voltar “ao tempo antigo”, em que toda a gente era sócia da associação da aldeia. E, calha bem, já que vamos todos ficar com a carteira mais vazia com a introdução do cartão do cidadão, podemos utilizar o espaço livre para pôr os cartões de sócio das discotecas. Ou será que não vai haver cartões? E aqueles cobradores de cotas que vão bater à porta de todos os sócios, também vão renascer, ou nem por isso?

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