13/01/2008

lei do tabaco

Já muito se tem falado sobre a lei do tabaco. Não sou fundamentalista: não acho que as pessoas devam ser obrigadas a deixar de fumar ou tenham de o fazer na rua, de guarda-chuva na mão.
Mas sempre achei que não é justo para os não-fumadores terem de respirar o fumo dos outros. Porque é prejudicial à saúde. Porque é incomodativo. Porque o cheiro impregnado na roupa, no cabelo e na pele são um preço demasiado alto a pagar por uma simples ida a um bar ou discoteca.

Foi com um misto de espanto e alegria que ontem à noite, quando cheguei a casa, me apercebi que a minha roupa cheirava apenas a roupa e que o meu cabelo cheirava ainda a champô. Confesso que, quando entro em espaços públicos, raramente me lembro que já não se pode fumar. Não porque antes o fumo me passasse despercebido, mas porque tudo parece muito mais natural assim. E, por isso, só ontem me apercebi, realmente, que a lei estava ser cumprida.

Ok, talvez a lei tenha de levar alguns ajustes, talvez devam ser criados mais espaços para fumadores. Mas - os fumadores que me desculpem e preparem a armas para me atacar violentamente - eu gosto bem mais das coisas assim.

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