15/01/2008

há músicas assim

há músicas assim. que têm qualquer coisa de especial. que entram dentro de nós e nos fazem cócegas e comichões agradáveis. que nos alegram os dias e nos põem a cantarolar sem darmos conta. que fazem nascer uma réstia de esperança e acreditar que o que quer que nos atormente se vai resolver em breve.
estou a exagerar?
talvez. mas esta música faz-me sentir bem. esta e outras de um disco que aconselho.
músicas leves mas não descartáveis; sonoridades por vezes algo estranhas mas que se entranham (já diz o ditado); a guitarra portuguesa a brincar com a bateria; o acordeão a meter-se no meio do jogo; a voz fantástica de Marisa Pinto que tanto brilha a lamentar o amor (em "Amar como te amei") como a contar estórias 'tugas' em ritmo abrisileirado (em "Zé Lisboa). e uma surpreendente instrumental - "Fragmagens" - a piscar o olho a Rodrigo Leão.


há amores assim
donna maria

Há amores assim
Que nunca têm início
Muito menos têm fim
Na esquina de uma rua
Ou num banco de jardim
Quando menos esperamos
Há amores assim

Não demores tanto assim
Enquanto espero o céu azul
Cai a chuva sobre mim
Não me importo com mais nada
Se és direito ou o avesso
Se tu fores o meu final
Eu serei o teu começo

Não vou ganhar
Nem perder
Nem me lamentar
Estou pronta a saltar
De cabeça contra o mar

Não vou medir
Nem julgar
Eu quero arriscar
Tenho encontro marcado
Sem tempo nem lugar

Je t’aime je t'adore
Um amor nunca se escolhe
Mas sei que vais reparar em mim
Yo te quiero tanto
E converso com o meu santo
Eu rezo e até peço em latim

Sem lágrima caída
Sou dona da minha vida
Sem nada mais nada
De bem com a vida

Quando te encontrar sei que tudo se iluminará
Reconhecerei em ti meu amor, a minha eternidade
É que na verdade a saudade já me invade
Mesmo antes de te alcançar
É a sede que me mata
Ao sentir o rio abraçar o mar

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